quinta-feira, 24 de maio de 2012

Como fazer da “Festa Junina” um projeto pedagógico–Ensino Fundamental

fj
A “festa Junina” tornou-se um evento tradicional nos calendários escolares. Faz parte das datas comemorativas, que muitos professores acabam por achar repetitivo, mas que para as crianças quebram a rotina do cotidiano e acabam por tornar a escola divertida. Elas adoram tudo: as barraquinhas, as comidas, as apresentações das quadrilhas…  tudo enfim. Se é uma das festa que mais apreciam, na escola, porque  se preparam durante um mês de antecedência, porque não aproveitar essa tradição, culturalmente rica e significativa, pois já é parte de sua  vida escolar, e fazer dela, um projeto pedagógico e até mesmo interventivo à nível de dificuldades ou resgate à defasagem de conteúdos que vai garantir mais sucesso porque é mais prazeroso aprender a partir do que se gosta?
Bom mesmo é se esse projeto puder envolver toda a escola, uma vez todas as turmas estão vivendo o clima desta festa: desde a Educação Infantil, Fundamental e Educação Inclusiva.
As sugestões que aqui estarão colocadas devem ser usadas de acordo com o nível da turma
, e devem ter aquele toque de criatividade e adaptação ao  que é mais significativo aos alunos.
Sugestões

de ações pedagógicas e conteúdos que podem ser trabalhados, aproveitando o máximo, dentro das necessidades que são próprias de cada turma. Por exemplo, estamos iniciando um novo bimestre, é um momento em que muitos professores, e a propria escola pede um novo teste da psicogênese avaliando os avanços das séries iniciais. Atividades que podem também  ser usadas no avanço das hipóteses… Qual o momento e a necessidade de sua turma?
Uma aula de história, geografia, artes, língua portuguesa , matemática... dentro dos conteúdos curriculares, níveis do ano/série. Uma diversidade que pode fazer deste mês que antecede o dia da festa uma festa além das expectativas no seu “arraia” pedagógico.

Fundamentação Teórica

“Uma inteligência implica na capacidade de resolver problemas ou elaborar produtos que são importantes num determinado ambiente ou comunidade cultural”


A teoria das inteligências múltiplas sugere que existe um conjunto de habilidades que cada indivíduo possui em grau e combinações diferentes(Gardner, 1995). São sete, a princípio: inteligência musical, corporal-cinestésica, lógico-matemática, linguística, espacial interpessoal e intrapessoal.
Partindo dessas premissas através da riqueza de estímulos áudio visuais da música, dança, canto, ritmo e expressão artística, expressão corporal de uma festa tradicional, parte da cultura de um povo, a festa Junina, este projeto propicia o desenvolvimento da sensibilidade, criatividade, imaginação, memória,concentração, atenção, autodisciplina, interação social, regras e limites, esquema corporal, reforço do desenvolvimento cognitivo/linguístico, psicomotor e socioafetivo.

Público alvo      DSC01909
Alunos da Educação Infantil, Inclusiva ao Fundamental.


Metodologias
Propor aos alunos (atividades que vão compor a festa e que serão usadas antes, durante ou depois com objetivos pedagógicos planejados)

  • Pesquisas – subsídio teórico – origens da tradicional festa junina;
  • Desenvolver cálculos: dividir a turma ( ou as turmas da escola) em : Grupos de apresentações de danças ( competitivos: coleta de dados, apuração de votos…), responsáveis pelas “ barracas tradicionais”: pescaria, pipoca, canjica, pé de moleque e etc. Quantos alunos em cada grupo, acompanhados da professora(grupos de revezamento).
  • História – Geografia e Língua Portuguesa (Através de textos história – lendas – músicas e letras) – leitura e interpretação conto e reconto; estudo de regiões brasileiras – tradições, gastronomia e etc.
  • Uso do computador: usar o editor de texto para produção de textos : desenvolver autocrítica, auto avaliação e autocorreção. Uso da internet para fazer pesquisas sobre “origem da tradição da festa junina”, regiões onde esta festa é celebrada…para ser apresentada  para todas as turmas em forma de dramatizações, uso de fantoches caracterizados por bonecos em trajes típicos, que falem da  importância da tradição e da cultura de um povo.
  • Criar uma “barraca de artesanato”, escolher a turma ou distribuir na turma duplas ou grupos que confeccionariam as peças simples e chamativas, com fins de obter dados para trabalhar matemática.
  • Grupos ou turmas responsáveis por “convites”, banners, faixas anunciando a festa, para serem colocadas na escola, enviadas à outras escolas,à comunidade. (produção de textos – gêneros literários)
  • Ornamentação da escola, espaços destinados a instalação das barracas, local das apresentações; murais, ornamentação do espaço do desfile na área externa da escola; apresentação da história do samba, do carnaval no Brasil e a importância da tradição e da cultura de um povo.
  • Participação da comunidade: convidar um grupo folclórico que faça apresentações de danças tradicionais da região e toque as músicas durante as apresentações das quadrilhas, ou outro tipo de danças escolhidas que tenham relação com a caracterização da festa.

Objetivos Geral
A importância da tradição e cultura de um povo entendendo como se originaram as tradições juninas brasileiras.
Objetivos Específicos
Tornar um evento festivo uma ferramenta pedagógica interdisciplinar para introduzir, enriquecer ou resgatar conteúdos de Língua Portuguesa, História, Geografia, Matemática e Artes em turmas de alfabetização ao Ensino Fundamental, de acordo com as necessidades peculiares das turmas ou específicos de alunos com queixas de dificuldades, flexibilizando atividades para alunos NEEs.
Sugestões de Atividades para Educação Infantil e Séries Iniciais
O professor, para Educação Infantil e Séries Iniciais deve começar (por um texto) a história da" “Festa Junina”, através de impressos ou leitura em livros sobre folclore e tradições.
Veja um texto básico:
Festa Junina
Conta a lenda que Maria, mãe de Jesus, estando grávida dele ao mesmo tempo que Isabel sua prima, morando numa mesma região, longe da cidade, um pouco distante uma da outra , se visitaram poucos meses antes de ganharem seus filhos.
As duas primas e amigas não sabiam ao certo quem ganharia o bebê primeiro. E como mesmo sendo distantes as casas, uma da outra, poderiam ser vistas de longe. Naquela época não  havia muitos meios de comunicação, como o telefone. Então combinaram que aquela que ganhasse primeiro o seu bebê mandaria, ao anoitecer, ascender uma fogueira para que a outra, de longe soubesse da boa notícia.
Aconteceu então que  no dia 24 de Junho, Isabel ganhou seu bebê primeiro e pediu que alguém acendesse a fogueira para sua prima Maria soubesse do acontecimento, como haviam combinado. E assim todos os anos para relembrar o nascimento de João, conhecido como São João, primo de Jesus, por ter sido um homem de bem, famílias, e também as escolas fazem a festa de São João. Se for á noite ascendem uma fogueira e dançam, servem comidas típicas do lugar onde moram, soltam fogos… e é por isso que nossa escola também faz esta festa que todos gostam de fazer que é conhecida por festa junina por que acontece no mês de Junho.
Atividades – Educação Infantil e Séries Iniciais:
Todas as atividades pedagógicas que podem ser realizadas nas séries iniciais, devem ser flexibilizadas através de muita imagem, trabalhos em aulas de artes, para os ANAEEs, e à partir deste  ou de outro texto de estrutura simples, para que esta comemoração apreciada por todos, bastante significativa para os alunos( que sãos os protagonistas principais) , seja também compreendida por ele, em relação à todas as atividades: desde as bandeirolas às comidas, e danças típicas. lembrando, isso é importante que o traje usado pelas meninas e pelos meninos representam o vestuário que no passado, as pessoas que moravam no campo usavam, mas que hoje eles se vestem como as pessoas que moram nas cidade.
1- Atividade para teste do Nível da Psicogênese da Escrita com palavras retirada do texto ( ou para avaliar o avanço nas hipóteses, uma vez que termina o primeiro bimestre e é o momento de avaliar se o aluno avançou).
2-Esquema corporal – construção de bonecos estilizados – de pano, de juta ou E.V.A
DSC01916   DSC01909
2- Trabalhar  a formação das palavras, usando fichas ( que são retiradas da “preguiçinha” lentamente, para a criança visualizar as letras, quantidades de letras, letras e sons iniciais, sons finais; podem ser usadas para ditado de palavras, e de acordo com a série/ano, formação de frases. Veja as imagens:
DSC01923         DSC01925
DSC01926  DSC01927
2- confeccionar com as crianças, peças de ornamentação com material reciclável, artesanais para exporem numa barraca de artesanato para venda – cuja renda pode ser usada em compara de jogos, brinquedos, material para desenvolvimento da psicomotricidade, passeios ao zoológico, ao teatro, ao shopping… desta atividade o professor pode usar as peças que os alunos confeccionarem com ajuda do professor, colher dados para serem usados nas atividades de desenvolvimento do cálculo mental, do raciocínio lógico:números e quantidades, sistema monetário, construção de situações-problemas ( esta é uma valiosa atividade para os alunos compreenderem os enunciados de situações-problemas, quando eles mesmos  as constroem. E essa compreensão sempre seguidas dos conceitos “mais que” e “menos que” vão evitar, quando estiverem diante de situações –problemas formulados para serem resolvidos, as tradicionais perguntas “é de mais ou é de menos?”,” é de tirar ou de juntar?”. Nessas atividades de matemática há que se ter sempre em sala uma tabela de números de 1 a 100 e sempre fazer uso da sapateira, de canudinhos para representar quantidades e do “ miniaturas de dinheirinho” que serão usados para valores, compra, venda, troco (sistema de numeração decimal);
Imagens de peças confeccionadas com palitos de picolé, bonecos de pano, cozinha de fazenda de biscuit,
DSC01910     DSC01915
DSC01906    DSC01918
DSC01921 Trabalhando com coordenação motora, cores, formas… na confecção de instrumentos musicais de caixinha de fósforos, lembrancinhas de E.V.A., carinhas de bonecas com tampinhas de garrafas, convites feitos de juta e enfeitados com florinhas do cerrado, coloridas. São peças simples de menor grau de dificuldades para crianças das séries iniciais. Há vários sites muitos interessantes que ensinam, passo a passo, a confecção de imãs de geladeiras, pregadores de roupas e o melhor da criatividade do professor.
  • Após uma aula de artes. uma produção de texto coletiva sobre a atividade realizada:
Para 3º, 4º e 5º anos:
Após a produção do texto, a correção coletiva, trabalhar  reestruturação do texto na lousa: –Titulo  -Parágrafo – Letra maiúscula par início de parágrafo e nomes próprios – escrita respeitando os limite da folha, pauta, linhas e espaços… – ortografia; coerência: começo, meio e fim.
Solicitar um reconto diferente, sugerindo escreva qual foi o  seu   melhor momento na oficina de artes, o que você gostou mais de fazer…
Correção novamente- veja sugestões, além da coletiva
  1. Correção individual realizada pelo professor , em sua mesa, com o aluno;
  2. Autocorreção;
  3. Troca de textos entre alunos (preparados para não criticar os erros do colega);
Gêneros  literários-ainda trabalhando a escrita – Texto de “Convite” para a festa – propor que seja escolhido o melhor pelos próprios alunos e que será usado pela escola. Identificação de uma reportagem – análise e interpretação;

DSC01921
História e Geografia : Origens da “Festa Junina” e regiões brasileira onde são a principal tradição folclórica. Gastronomia usada. Como se sabe que na Paraíba, especificamente, a cidade de Campina Grande faz deste evento o maior evento popular do ano, solicitar aos alunos que destaquem na reportagem abaixo as características da festa junina em outra região do país e tracem paralelos com a festa que é realizada na sua região:

Festas juninas movimentam os nove Estados do Nordeste

GABRIEL CARVALHO
Colaboração para o UOL, de Salvador
Fotos: Divulgação e Folha Imagem
Concurso de quadrilhas em Campina Grande
Concurso de quadrilhas em Campina Grande
A chegada do mês de junho na maioria dos Estados do Nordeste do Brasil representa um período de festa e fartura. A alegria não é pela colheita e pela chuva, que são aguardados o ano inteiro no sertão nordestino, mas pela realização dos festejos juninos nos nove Estados da região: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Mais do que o Carnaval, são as festas juninas que melhor refletem a forte identidade cultural entre esses Estados. E, enquanto na maioria das cidades do interior nordestino as comemorações ainda guardam um aspecto familiar, Pernambuco, Paraíba, Bahia, Sergipe e Maranhão apostam em megaeventos para atrair turistas de todo o país e a gerar postos de trabalho.
Em Estados como a Bahia, o período marca o início das férias escolares, assim como o êxodo de quase 400 mil pessoas que deixam a capital com destino às cidades do interior. Os lugares mais procurados são as cidades de Cruz das Almas, Amargosa e Senhor do Bonfim.
Outras praças, como Caruaru (PE) e Campina Grande (PB), fazem dos festejos juninos um dos principais geradores de emprego e de renda. Juntas, as cidades preveem a chegada de cerca de 4 milhões de visitantes, aliadas à movimentação de R$ 20 milhões e a geração de 5.000 postos de trabalho.
Salvador
Na capital baiana, os festejos serão concentrados no Centro Histórico, entre o Pelourinho e a Praça da Sé. Concurso de quadrilhas, apresentações de trios, maracatus e boi-bumba estão previstos na programação.
As homenagens aos santos de junho na capital baiana começaram com a Trezena de Santo Antônio, a partir do dia 1º. Depois, o forró toma conta das ruas do Centro Histórico com a realização de dezenas de shows e apresentações culturais por três fins de semana seguidos, a partir do dia 13.
Diversas atrações já foram confirmadas, entre elas a rainha do axé, Daniela Mercury. Na grade há também artistas ligados à música nordestina como Adelmário Coelho, Trio Nordestino, Falamansa, entre outros. O arrasta-pé segue até o dia 29, quando os festejos serão encerrados.
Outro evento que promete agitar as noites juninas de Salvador é o "Arraiá da Capitá", que acontece nos dias 6 e 7. A festa vai reunir no Parque de Exposições agropecuárias da capital baiana um conjunto de atrações que vai desde shows e apresentações de bandas e cantores nordestinos a barracas características que vão divulgar as festas de diversas cidades do interior.
Entre os artistas mais aguardados estão o forrozeiro Flavio José e os integrantes de bandas como Calypso e Saia Rodada. Os ingressos custam de R$ 10 a R$ 40, entre pista e camarote, e podem ser encontrados facilmente nas bilheterias. As barracas também vão oferecer comidas e bebidas típicas. Para saber mais sobre o turismo na capital baiana, acesse o Guia de Destinos de Salvador.
Aracaju
A capital sergipana organiza um grande arrasta-pé, o Forró Caju, evento que atrai visitantes de toda a parte, principalmente dos vizinhos Bahia e Alagoas. A programação oficial, que terá seu ponto alto de 20 a 24 de junho, promete grandes nomes do forró moderno e também do tradicional, como Elba Ramalho, Flávio José, Zé Ramalho, Silvério Pessoa, Dominguinhos, Alceu Valença, Alcymar Monteiro e Frank Aguiar.

Grupo de dança típica se apresenta em restaurante de Aracaju, que promove o Forró Caju em junho
De acordo com os organizadores do evento, os artistas se apresentarão nos palcos Gerson Filho e Luiz Gonzaga para um público médio diário de 100 mil pessoas. Os investimentos para a realização da festa são de R$ 4 milhões e mesclam recursos do Governo do Estado, prefeitura municipal e patrocinadores.
Além das apresentações musicais, o público também pode conferir atrações que remetem à cultura regional como o casamento na roça, quadrilhas e os pólos de animação, que serão embalados por 30 trios pé-de-serra. Clique aqui e veja quem toca no São João de Aracaju.
Subsído para o professor
A festa junina, que se inicia no dia 12 de Junho, véspera do Dia de Santo Antônio e encerra no dia 29, dia de São Pedro tem como ponto mais elevado da festa comemorações entre os dias 23 e 24, o Dia de São João. Durante os festejos acontecem as quadrilhas, os forrós, leilões, bingos e os casamentos caipiras.
A tradição de comemorar o dia de São João veio de Portugal, onde as festas são conhecidas pelo nome de Santos Populares e correspondem a diversos feriados municipais: Santo Antônio, em Lisboa; São Pedro, no Seixal; São João, no Porto, em Braga e em Almada.
O nome “junina” é devido à sua procedência de países europeus cristianizados. Os portugueses foram os responsáveis por trazê-la ao Brasil, e logo foi inserida aos costumes das populações indígenas e afro-brasileiras.
A festa de São João brasileira é típica da Região Nordeste. Em Campina Grande, na Paraíba, a festa junina atrai milhares de pessoas. A canjica e a pamonha são comidas tradicionais da festa na região, devido à época ser propícia para a colheita do milho. O lugar onde ocorrem os festejos juninos é chamado de arraial, um espaço ao ar livre cercado ou não, e onde há barracas ou um galpão adaptado para a festa.
As festas de São João são ainda comemoradas em alguns países europeus católicos, protestantes e ortodoxos. Em algumas festas europeias de São João são realizadas a fogueira de São João e a celebração de casamentos reais ou encenados, semelhantes ao casamento fictício que é um costume no baile da quadrilha nordestina.

Trabalhar com mapas. (Aprendendo a fazer a leitura de mapas)
Na Avaliação comparar a festa no Nordeste  com a festa realizada  na região em que se situa a escola e fazer uma dissertação sobre qual é a festa tradicional de sua região que possui maior destaque.
Matemática    MAT
1-Dividir a turma em grupos, ou fazer a escolha da turma (caso o projeto envolva toda a escola) que vai ser a organizadora das barracas da alimentação e bebidas.
A-Planejamento -Solicitar aos alunos que:
convidem uma comissão de coordenadores da escola para orientá-los quanto aos fundos monetários necessários, as transações comerciais, e as alternativas de se angariar condições financeiras para investir no evento.Por exemplo orientações com o profissional da escola que é responsável pela o lanche e sabe matematicamente quantidades de alimentos que cada pessoa ou aluno consome, e como calcular numa festa, construindo uma planilha, estabelecendo previsões e estimativas e o professor vai trabalhar a construção de enunciados de situações-problemas e as soluções através das operações (algoritmos) que vão surgir deste planejamento.
* Todas as atividades aqui sugeridas devem ser adequadas ao nível de conhecimento dos alunos.
Nesta atividade o professor, de acordo com os dados colhidos pelos alunos, vai trabalhar as questões matemática no nível da turma: divisão, multiplicação…
B-Objetivos
Ampliar l i a r   o s   p r o c e d procedimentos n t o s   d e   c á l c u l o  — mental tal ,   e s c r i t o ,   e x a t o , aproximado — pelo conhecimento de regularidades dos fatos fundamentais, de propriedades das operações e pela antecipação e verificação de
resultados.
• Refletir sobre procedimentos de cálculo que levem à ampliação do significado do número e das operações, utilizando a calculadora como estratégia de verificação de resultados

• Coleta, organização e descrição de dados.
• Leitura e interpretação de dados apresentados de maneira organizada
(por meio de listas, tabelas, diagramas e gráficos) e construção dessas representações.
• Exploração da ideia de probabilidade em situações-problema simples,identificando sucessos possíveis, sucessos seguros e as situações de“sorte”.
• Utilização de informações dadas para avaliar probabilidades.

• Resolver situações-problema que envolvam contagem, medidas, os significados das operações, utilizando estratégias pessoais de resolução e selecionando procedimentos de cálculo.
Através de dados colhidos :quantidades: número de pessoas, estimativas, porcentagem em relação comensais,alimentos e bebidas.
6-Trabalhar Técnicas para solucionar situações- problemas
Compra de: leite, refrigerantes, pães para cachorro quente, salsicha para cachorro quente, doces (pé-de-moleque), óleo para pipoca
( os demais ingredientes das comidas típicas seriam solicitações em doações pelos alunos e comunidade)
1-Organização  dos dados  identificados (dado e pedido), antes de começar a tentar resolver o problema.

Dados:
Valor inicial das despesas:           R$ 500,00.
Valor que a escola dispõe:   R$  250,00.
Valor arrecadado através de uma rifa : RS 200,00
Compras no supermercado: 300,00.
Comparas na panificadora: 200,00

Pedidos:
Qual o montante em dinheiro arrecadado?
Qual o total de despesas?
Quanto restou?


2- construção do texto organizativo do problema: (construção de enunciados) antes de se obter respostas.

A escola necessita, de acordo com os cálculos estimados para a festa junina, de comprar  pães e salsichas para cachorro quente no valor de 300,00 reais,leite  para fazer a canjica no valor de 200,00 reais. Sabendo que a a escola dispõe de 250,00 de suas reservas para eventos e que foram arrecadados 100,00 na rifa da bicicleta. Precisamos saber: quanto a escola tem no total? Quanto vai precisar para as compras? Vai sobrar? Quanto?
can        micq     PDM
a) Vamos calcular por etapas de acordo com as perguntas. Enumerar as perguntas no quadro. Discutir com os alunos como obter o resultados, assim por diante até a última questão.Usando as estratégias sugeridas seguidas de seus algoritmos.
(os dados e as questões da situação-problema devem ser adequadas ao nível de conhecimento da turma. Pode-se exigir mais cálculos e algoritmos ou simplificar solicitando cálculos mais simples)
AVALIAÇÃO FINAL:
Gravar um vídeo da festa que poderá ser usado, também, como reconto e para coleta de dados, ficar no acervo: como parte da história da escola.
IMPORTANTE: a arrecadação do trabalho dos alunos através deste projeto devem ser revertidos em materiais pedagógicos, jogos, passeios e recreação.
DESTE PROJETO SÃI INÚMERAS ATIVIDADES QUE O PROFESSOR PODE USAR EM TODAS AS DISCIPLINAS – DE ACORDO COM AS NECESSIDADES DA TURMA, CONTEÚDOS CURRICULARES E ADQUAÇÃO Á EDUCAÇÃO INCLUSIVA – USE A SUA CRIATIVIDADE










Dicas da Nova Ortografia:
PÉ-DE-MOLEQUE OU PÉ DE MOLEQUE?
Segundo o acordo ortográfico vigente, todas as expressões que são ligadas por alguma partícula devem ser grafadas sem os tais dos hifens que, até então, recebiam.
Vejamos como escrevê-las hoje:
  • água de coco, pé de moleque, dia a dia, dona de casa, mesa de cabeceira, lua de mel, pôr do sol, pé de vento, pão de ló, pé desabra, etc..
A regra, no entanto, só não vale para quatro expressões específicas, continuando a ser hifenizadas.
São elas:

  • cor-de-rosa, pé-de-meia, água-de-colônia e arco-da-velha.
 
Por: Júlia Virginia de Moura –Pedagoga
Fonte: Uol.Notícias

Um comentário:

Não seja apenas um visitante que busca artigos interessantes, atividades que podem ser usadas em sua sala de aula. Deixe seu comentário.Uma sugestão. E o mais importante contribua com suas ideias, práticas e experiências de sucesso.Enriqueça este espaço, sem a sua participação, não haverá sucesso. E volte sempre.Obrigada